Pof, O dragão mágico
quando está feliz
solta fogo pelos olhos
e pelo nariz
Pof vai pra escola
onde a vida ensina
leva dentro da lancheira
lenha e gasolina
Pof, O dragão mágico
quando está feliz
solta fogo pelos olhos
e pelo nariz
Pof, é um bom sujeito
E para que se prove
Basta se dizer que ele
é amigo de São Jorge
Pof, O dragão mágico
quando está feliz
solta fogo pelos olhos
e pelo nariz
Pof, tem um castelo
que é uma coisa louca
Quem for lá vai aprender
a pôr fogo pela boca
Pof, O dragão mágico
quando está feliz
solta fogo pelos olhos
e pelo nariz
domingo, 29 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Saiba
Composição: Arnaldo Antunes
Saiba!
Todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão, também
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem...
Saiba!
Todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu...
Saiba!
Todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar...
Saiba!
Todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano...
Saiba!
Todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé...
Saiba!
Todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você...
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Joseph
Composição: Georges Moustaki
Voilà c'que c'est, mon vieux Joseph
Que d'avoir pris la plus jolie
Parmi les filles de Galilée,
Celle qu'on appelait Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Prendre Sarah ou Déborah
Et rien ne serait arrivé,
Mais tu as préféré Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Rester chez toi, tailler ton bois
Plutôt que d'aller t'exiler
Et te cacher avec Marie.
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Faire des petits avec Marie
Et leur apprendre ton métier
Comme ton père te l'avait appris.
Pourquoi a-t-il fallu, Joseph,
Que ton enfant, cet innocent,
Ait eu ces étranges idées
Qui ont tant fait pleurer Marie ?
Parfois je pense à toi, Joseph,
Mon pauvre ami, lorsque l'on rit
De toi qui n'avais demandé
Qu'à vivre heureux avec Marie.
Bom José
Composição: Georges Moustaki
Olhe o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De toda sua Galileia
Casar com Debora ou com Sara
Meu bom Jose, voce podia
E nada disso acontecia,
Mas voce foi amar Maria
Voce podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
E se esconder com Maria
Meu bom jose voce podia
Ter muitos filhos com Maria
E teu oficio ensinar
Como teu pai sempre fazia
Porque sera meu bom Jose
Que esse teu pobre filho um dia
Andou com estranhas ideias
Que fizeram chorar Maria
Me lembro as vezes de voce
Meu bom Jose, meu pobre amigo
Que dessa vida so queria
Ser feliz com sua Maria
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Maracangalha
Composição: Dorival Caymmi, 1914-
Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de uniforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!...(3x)
Eu vou só!...(16x)
domingo, 11 de maio de 2008
Cagar é bom demais
Cagar é bom quando a gente tá em paz,
ouvindo n'água o som
que a merda caindo faz.
Cagar molinho...
Cagar durinho...
Cagar soltinho...
De qualquer jeito
de qualquer maneira,
até quando é caganeira...
cagar é bom
é muito bom...
cagar é bom demais.
Tindindindindindindindindindin
Dindindin Dindindin
Tiblof Tiblof Tiblof Tiblof Tiblum
Tiblof Tiblum
ouvindo n'água o som
que a merda caindo faz.
Cagar molinho...
Cagar durinho...
Cagar soltinho...
De qualquer jeito
de qualquer maneira,
até quando é caganeira...
cagar é bom
é muito bom...
cagar é bom demais.
Tindindindindindindindindindin
Dindindin Dindindin
Tiblof Tiblof Tiblof Tiblof Tiblum
Tiblof Tiblum
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Canção do Expedicionário (FEB)
Composição: Guilherme de Almeida
Música: Spartaco Rossi
Música: Spartaco Rossi
Você sabe de onde eu venho ?
Venho do morro, do Engenho,
Das selvas, dos cafezais,
Da boa terra do coco,
Da choupana onde um é pouco,
Dois é bom, três é demais,
Venho das praias sedosas,
Das montanhas alterosas,
Dos pampas, do seringal,
Das margens crespas dos rios,
Dos verdes mares bravios
Da minha terra natal.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Eu venho da minha terra,
Da casa branca da serra
E do luar do meu sertão;
Venho da minha Maria
Cujo nome principia
Na palma da minha mão,
Braços mornos de Moema,
Lábios de mel de Iracema
Estendidos para mim.
Ó minha terra querida
Da Senhora Aparecida
E do Senhor do Bonfim!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Você sabe de onde eu venho ?
É de uma Pátria que eu tenho
No bojo do meu violão;
Que de viver em meu peito
Foi até tomando jeito
De um enorme coração.
Deixei lá atrás meu terreno,
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Minha casa pequenina
Lá no alto da colina,
Onde canta o sabiá.
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
Venho do além desse monte
Que ainda azula o horizonte,
Onde o nosso amor nasceu;
Do rancho que tinha ao lado
Um coqueiro que, coitado,
De saudade já morreu.
Venho do verde mais belo,
Do mais dourado amarelo,
Do azul mais cheio de luz,
Cheio de estrelas prateadas
Que se ajoelham deslumbradas,
Fazendo o sinal da Cruz!
Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá:
Nossa vitória final,
Que é a mira do meu fuzil,
A ração do meu bornal,
A água do meu cantil,
As asas do meu ideal,
A glória do meu Brasil.
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